Ai... Tava tudo tão bom... Porque isso tinha que acontecer? Porque ele é tão cabeça dura e não acredita em mim?
Tá, eu vou explicar o que aconteceu...
Eu tava no meu quarto com meu primo Rafa... Nós estávamos deitados na minha cama ouvindo música e conversando, aí eu comecei a contar pra ele sobre o Thiago, porque eu conto tudo pro Rafa e ele conta tudo pra mim... A conversa foi assim:
-Rafa...
-Oi Clara...
-Eu posso te contar uma coisa?
-Claro, o que foi?
-Promete não contar pra ninguém?
-E você ainda pergunta?
-Tá bom, lá vai... Sabe minha amiga Luana? Bom... Eu fiquei com o irmão dela... Duas vezes...
-Sério?! Sua danada!! Então a Luana não é mais sua amiga, é sua cunhada!!
-Para de brincar Rafa, eu ainda não terminei... O problema é que a Lua é muito ciumenta com o irmão... Se ela souber que eu fiquei com ele, ela vai me odiar pra sempre...
-Nossa... Você tem certeza disso? Tenta conversar com ela...
-Ela não ia querer ouvir mais nada depois que eu contasse... E ela é minha amiga desde sempre...
-Hum... Realmente, é complicado... Mas eu ainda acho que você devia conversar com ela...
-Eu não sei não...
-Mas, voltando ao que interessa... Você gosta do Thiago?
-Hum... É... Hum...
-Gosta sim! Não minta pra mim!
E então o Rafa começou a me atacar, fazendo cosquinha... Só que... Exatamente nessa hora, quem aparece na porta? O Thiago... Isso mesmo... E o que foi que ele viu? O Rafa em cima de mim, na minha cama e eu dando risada...
Na mesma hora eu empurrei o Rafael e levantei pra falar com o Thiago, mas ele já tava se virando pra sair... Eu segurei o braço dele... Ele resistiu mas virou pra mim e falou:
-Foi mal, eu não queria interromper nada, mas não se preocupe que eu já tô de saída...
-Thiago, do que você tá falando? Você não atrapalhou nada... Nós só estávamos conversando...
-Nossa, eu nunca imaginei que você fosse assim... Como você consegue mentir assim?
-Eu não tô mentindo! O Rafael é meu primo... Nós só estávamos conversando!
-Estranho, eu não converso com minha prima em cima dela, deitado na cama...
-Eu não acredito que eu estou ouvindo isso de você... Eu não entendo como você pode pensar isso de mim... Eu realmente não entendo...
-Então você vai continuar sem entender, porque eu não vou ficar aqui pra te explicar... Agora tudo faz sentido... Foi por isso que você inventou essa história da minha irmã ter ciúmes de mim... Você queria se ver livre de mim pra poder ficar se agarrando com seu primo...
Nessa hora o Rafael levantou irritado e começou a ir na direção do Thiago com uma cara nada boa... Eu fiquei a frente dele e olhei pra ele, o repreendendo... Ele disse:
-Clara, eu não posso deixar esse garoto falar assim de você...
-Calma Rafa, deixa que eu resolvo... Por favor...
-Tá bom...
E então ele se sentou, com uma cara de quem estava doido pra bater em alguém... Eu me virei pro Thiago novamente e disse:
-Eu nunca achei que você pensaria isso de mim... Mas já vi que eu tava enganada sobre você...
-Eu é que achava que te conhecia...
E então ele mexeu o braço e eu o soltei... Eu só fiquei observando enquanto ele sumia no corredor que dava pra sala... E quando eu vi, o Rafa já estava do lado da porta, me segurando porque eu já não sentia mais minhas pernas, eu só sentia as lágrimas escorrendo no meu rosto, enquanto eu falava, fungando...
-Como ele pode pensar assim, Rafa?
-Não liga Clara, todos nós estávamos de cabeça quente... Foi mal por eu querer avançar em cima dele, eu só não consegui ouvir ele falar assim com você...
-Tá tudo bem... Agora eu percebi que ele é um idiota...
-Não fala assim Clara... Na hora que ele chegou, realmente nós não estávamos numa posição muito boa...
-Mesmo assim... Se ele me conhecesse ele saberia que você é meu primo e que eu jamais teria qualquer coisa com você...
-Se acalma tá... Espera a poeira baixar e depois você conversa com ele...
-Eu não vou conversar com ele... Eu não quero mais olhar pra cara dele...
-Não faz assim Clara... Olha o que você vai fazer hein?
E foi isso... Eu passei o resto da minha noite de sexta-feira chorando no colo do Rafa... Tudo por causa do Thiago...
domingo, 5 de setembro de 2010
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